E só para acabar...
Objectivos do CA
O crescimento na fé. A fé, suscitada por uma 1ª evangelização feita pelos padrinhos-garantes, cristãos normais da comunidade, encontra no caminho catecumenal o lugar adequado para um desenvolvimento gradual em vista da recepção dos três sacramentos da IC.
Mudança de vida. A fé, se autêntica, produz a conversão com uma passagem de uma mentalidade e comportamentos pagãos a uma mentalidade e comportamentos cristãos. Isto torna possível a recepção do baptismo para uma vida nova em Cristo, capaz de levar à vida eterna.
Adequar a vida à fé e ao sacramento. Os antigos insistiam até mais não na ligação fé, vida, sacramento.
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2009/03/13
Catecumenato antigo 3
3. O CA inicia a uma comunidade de salvação
A questão do CA não é somente pessoal; envolve toda a comunidade. Não é algo que o indivíduo deseja e adquire. A comunidade toda se envolve activamente no processo de iniciação dos catecúmenos. Associa-se aos jejuns, aos momentos de oração dos candidatos.
E por isso os ritos e os sacramentos são importantes. São a forma comunitária de dizer que a salvação de Deus os envolve a todos. Não são fins em si mesmos.
4. O baptismo e a fé
O baptismo acontece no contexto de uma caminhada de fé. Mesmo sem se ser baptizado já se é cristão, pois já se tem alguma fé (a que resulta da conversão)
5. O baptismo como dimensão permanente
O baptismo não é algo pontual; introduz a pessoa numa realidade permanente.
6. Maternidade da Igreja
O CA não é uma organização nem uma técnicas. É a resposta amorosa da Igreja-mãe que vai ao encontro das situações onde estão os novos filhos. É uma igreja não fechada em si própria. É uma igreja que tem algo a dar aos novos.
A questão do CA não é somente pessoal; envolve toda a comunidade. Não é algo que o indivíduo deseja e adquire. A comunidade toda se envolve activamente no processo de iniciação dos catecúmenos. Associa-se aos jejuns, aos momentos de oração dos candidatos.
E por isso os ritos e os sacramentos são importantes. São a forma comunitária de dizer que a salvação de Deus os envolve a todos. Não são fins em si mesmos.
4. O baptismo e a fé
O baptismo acontece no contexto de uma caminhada de fé. Mesmo sem se ser baptizado já se é cristão, pois já se tem alguma fé (a que resulta da conversão)
5. O baptismo como dimensão permanente
O baptismo não é algo pontual; introduz a pessoa numa realidade permanente.
6. Maternidade da Igreja
O CA não é uma organização nem uma técnicas. É a resposta amorosa da Igreja-mãe que vai ao encontro das situações onde estão os novos filhos. É uma igreja não fechada em si própria. É uma igreja que tem algo a dar aos novos.
Catecumenato antigo 2
Continuando com o texto de Pasquato.
2. O CA é uma iniciação à história da salvação
Não apenas como transmissão de informações sobre eventos passados. O CA é o processo que ajuda catecúmeno a descobrir que a história da luta entre Deus e o mal, que a passagem do mar vermelho é a sua própria história.
Não se trata de adquirir conhecimentos. Trata-se de fazer crescer a fé, isto é, envolver-se na causa de Deus.
Com Sto Agostinho percebe-se o alcance existencial do CA: "... quem te escuta, escutando, acredite; acreditando, espere; esperando, ame."
Nos eternos debates que vamos tendo sobre catequese entre quem quer mais conteúdos e quem quer melhores metodologias, não será de parar para pensar o que é que queremos realmente com a catequese? É que uma catequese que envolve os catecúmenos nunca é uma seca; e quando eles se queixam hoje que é uma seca, ou quando já não se queixam e simplesmente se vão embora, talvez nos esteja a dizer que algo de essencial nos está a falhar. Os maravilhosos eventos da história da salvação não estão presentes nas suas vidas; estamos apenas a oferecer metodologias ou comnteúdos mas sem nos ligarmos verdadeiramente à vida e sem ligarmos a sua vida à longa hist+ória da salvação.
2. O CA é uma iniciação à história da salvação
Não apenas como transmissão de informações sobre eventos passados. O CA é o processo que ajuda catecúmeno a descobrir que a história da luta entre Deus e o mal, que a passagem do mar vermelho é a sua própria história.
Não se trata de adquirir conhecimentos. Trata-se de fazer crescer a fé, isto é, envolver-se na causa de Deus.
Com Sto Agostinho percebe-se o alcance existencial do CA: "... quem te escuta, escutando, acredite; acreditando, espere; esperando, ame."
Nos eternos debates que vamos tendo sobre catequese entre quem quer mais conteúdos e quem quer melhores metodologias, não será de parar para pensar o que é que queremos realmente com a catequese? É que uma catequese que envolve os catecúmenos nunca é uma seca; e quando eles se queixam hoje que é uma seca, ou quando já não se queixam e simplesmente se vão embora, talvez nos esteja a dizer que algo de essencial nos está a falhar. Os maravilhosos eventos da história da salvação não estão presentes nas suas vidas; estamos apenas a oferecer metodologias ou comnteúdos mas sem nos ligarmos verdadeiramente à vida e sem ligarmos a sua vida à longa hist+ória da salvação.
Catecumenato antigo 1
Meio por curiosidade, meio para não ter que ler coisas mais sérias, comecei a folhear o contributo de PASQUATO Ottorino, Quale tradizione per l'iniziazione criatiana? Dall'età dei padri all'epoca carolingia no livro "Iniziazione cristiana degli adulti oggi. Atti della XXVI Settimana di Studio dell'associazione Professori di Liturgia".
Gosto da história.
A 1ª e a 2ª parte do texto têm uma estrutura clássica: descrevem o catecumanato, com abundante e cuidado recurso às fontes disponíveis, desde o século III (a partir do qual temos informações mais fidedignas) até à época carolíngia. Mas Pasquato não se limita a citar textos antigos. Explica o sentido, as motivações, enquadra na sempre em mutação relação igreja-estado-sociedade.
Gostei mesmo foi da 3ª parte: A lição da tradição. Ele tira várias conclusões muito estimulantes para hoje.
1. O catecumanato é uma imagem da Igreja.
O CA mostra bem o auto-entendimento que a Igreja tem, em cada momento. O CA da época áurea exige uma comunidade eclesial capaz de acolher os catecúmenos. O CA implica não só quem pede para ser cristão mas o conjunto dos fiéis que respondem acompanhando. Não se trata apenas dos padrinhos (aqueles que fazem o 1º anúncio) nem dos catequistas (que de uma forma mais sistemática acompanham a progressão); é a comunidade toda.
E não é apenas uma Igreja que recebe e integra, é a própria igreja que se move, que muda algo de si mesma, oferecendo àqueles que entram agora, a possibilidade de fazer Igreja também com possibilidades novas.
Há mudança em quem acolhe e em quem é acolhido.
Eu limito-me a citar as conclusões de um historiador da Igreja. Qualquer semelhança com questões ligadas à pastoral juvenil ou à catequese é pura cocincidência.
Gosto da história.
A 1ª e a 2ª parte do texto têm uma estrutura clássica: descrevem o catecumanato, com abundante e cuidado recurso às fontes disponíveis, desde o século III (a partir do qual temos informações mais fidedignas) até à época carolíngia. Mas Pasquato não se limita a citar textos antigos. Explica o sentido, as motivações, enquadra na sempre em mutação relação igreja-estado-sociedade.
Gostei mesmo foi da 3ª parte: A lição da tradição. Ele tira várias conclusões muito estimulantes para hoje.
1. O catecumanato é uma imagem da Igreja.
O CA mostra bem o auto-entendimento que a Igreja tem, em cada momento. O CA da época áurea exige uma comunidade eclesial capaz de acolher os catecúmenos. O CA implica não só quem pede para ser cristão mas o conjunto dos fiéis que respondem acompanhando. Não se trata apenas dos padrinhos (aqueles que fazem o 1º anúncio) nem dos catequistas (que de uma forma mais sistemática acompanham a progressão); é a comunidade toda.
E não é apenas uma Igreja que recebe e integra, é a própria igreja que se move, que muda algo de si mesma, oferecendo àqueles que entram agora, a possibilidade de fazer Igreja também com possibilidades novas.
Há mudança em quem acolhe e em quem é acolhido.
Eu limito-me a citar as conclusões de um historiador da Igreja. Qualquer semelhança com questões ligadas à pastoral juvenil ou à catequese é pura cocincidência.
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