Antes de mais, um pedido de desculpas.
Este blog, está, há quase um mês, em estado latente (dizer comatoso, pode ser exagerado).
Qualquer semelhança com o governo da nação, é pura coincidência; os sintomas (ausência de acção) podem ser similares mas as causas (e eventuais consequências) são bem diferentes. Só faço esta nota por motivos epistemológicos: é interessante perceber se 2 realidades com os mesmos fenómenos são necessariamente iguais.
Causas: Regressei a Portugal e às Edições Salesianas e tive de me dedicar a fundo a alguns dossiers mais "emergentes". Preferi suspender as minhas atenções académicas durante este mês de Junho, resolver os pendentes para, a partir de agora conseguir compaginar (com um mínimo de decência) a investigação, o trabalho na editora e os empenhos na formação.
Uma alteração: Até aqui este blog tem sido feito em Roma, numa situação de total dedicação ao estudo.
É evidente que agora, aqui em Portugal, as coisas mudam.
Pensei que poderia ser interessante usar este espaço para reflectir cientifica e criticamente sobre a realidade e os problemas pastorais que surgem. Eu escrevo habitualmente no site das Edições Salesianas e no Tás à toa (o site do meu grupo de jovens). Nenhum dos dois espaços tem o perfil adequado para uma reflexão mais sistemática.
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2009/06/28
2009/03/16
estaca zero?
Na 6ª passada fui falar com o prof. Anthony, para lhe mostrar uns esboços.
Como disse aí para trás, tinha pensado fazer algo sobre a avaliação da maturidade de fé. Pois...
Entre as observações e sugestões do Anthony e mais umas coisas que fui lendo... acho que vou mudar de ofício.
Há aqui algumas dificuldades "perigosas". Eu revejo-me muito na lógica do RICA e na sua alternância entre saltos e progressão contínua.
E nessa lógica, o processo de iniciação cristã deveria concluir-se como um ameta bem definida. O problema é que os documentos do magistério são contraditórios. Umas vezes falam da IC como de uma realidade limitada no tempo e nos objectivos mas outras vezes não a distinguem do todo da vida cristã (que por definição é sempre aberta ao crescimento até à estatura de Cristo na sua plenitude. Se calhar é por isso que nunca se consegue chegar a acordo quanto aos conteúdos a incluir num projecto de catequese!
Soma-se a isto a tendência pós-moderna a não aceitar metas pré-determinadas. E mais os catequetas que não se põem de acordo.
É que a ideia original era desenvolver um instrumento de avaliação unívoco que ajudasse a monitorizar as práticas. Mas com esta confusão toda, ninguém se poria de acordo com o tal instrumento. Claro que se poderia enfrentar teoricamente o boi pelos cornos. Mas aí o esforço teria de ser muito mais teorético do que empírico.
Voltei a ler o artigo de FRANCIS Leslie J. e POCOCK Nigel, Assessing religious maturity: the development of a short form of the religious status inventory (RSInv-S10), em Journal of empirical theology (2007). Eles usam um instrumento muito dependente da teologia evangélica e que para isto não conseguiria legitimação teorética suficiente.
Grrr!
Como disse aí para trás, tinha pensado fazer algo sobre a avaliação da maturidade de fé. Pois...
Entre as observações e sugestões do Anthony e mais umas coisas que fui lendo... acho que vou mudar de ofício.
Há aqui algumas dificuldades "perigosas". Eu revejo-me muito na lógica do RICA e na sua alternância entre saltos e progressão contínua.
E nessa lógica, o processo de iniciação cristã deveria concluir-se como um ameta bem definida. O problema é que os documentos do magistério são contraditórios. Umas vezes falam da IC como de uma realidade limitada no tempo e nos objectivos mas outras vezes não a distinguem do todo da vida cristã (que por definição é sempre aberta ao crescimento até à estatura de Cristo na sua plenitude. Se calhar é por isso que nunca se consegue chegar a acordo quanto aos conteúdos a incluir num projecto de catequese!
Soma-se a isto a tendência pós-moderna a não aceitar metas pré-determinadas. E mais os catequetas que não se põem de acordo.
É que a ideia original era desenvolver um instrumento de avaliação unívoco que ajudasse a monitorizar as práticas. Mas com esta confusão toda, ninguém se poria de acordo com o tal instrumento. Claro que se poderia enfrentar teoricamente o boi pelos cornos. Mas aí o esforço teria de ser muito mais teorético do que empírico.
Voltei a ler o artigo de FRANCIS Leslie J. e POCOCK Nigel, Assessing religious maturity: the development of a short form of the religious status inventory (RSInv-S10), em Journal of empirical theology (2007). Eles usam um instrumento muito dependente da teologia evangélica e que para isto não conseguiria legitimação teorética suficiente.
Grrr!
2009/03/12
para não dizer nada
Desculpem lá esta semana estar a postar menos.
Não é preguiça de postar nem falta de trabalho.
Continuo às voltas com o van der Ven e a fundamentação de uma teologia empírica.
O prof Anthony arranjou-me um outro texto dele (A revised empirical-theological cycle and its legitimacy. The case of human rights and religion que me ajudou a perceber melhor tudo isto.
Traduzindo em português: conseguir perceber a coisa à primeira sem adormecer pelo caminho
A título de partilha: não sei se é de estar mal habituado (acesso à net no quarto, biblioteca a 100 metros) mas há práticas de estudo que me estão a surpreender. Para ler gosto mesmo de riscar, sublinhar, anotar ao lado (O que em livros que não são meus não dá muito jeito!) Outra coisa é que me está a custar a ler livros. Não sei se é por ter andado a trabalhar tanto com artigos de revistas, se vários dos livros serem compilações... ou se por não ter apanhado livros que do princípio ao fim tenham que ver com o que eu quero... ou se simplesmente estou já a ser vítima da doença dos computadores.
A sério que gostava mesmo de saber da experiência de outras pessoas.
E vou ficar por aqui. Hoje na comunidade tivemos a festa do europeus. Missa à tarde com o ritual quase todo em polaco (cantado), com leituras em português e espanhol. Salmo cantado em bielorusso. outras interevenções em italiano e eslovaco.
Havia umas folhas com tradução em italiano para as pessoas não se perderam de todo.
Depois da missa, festa grande. não sei explicar bem o que comi, mas era muito e muito bom. Eu limitei-me a partilhar um porto.
Não é preguiça de postar nem falta de trabalho.
Continuo às voltas com o van der Ven e a fundamentação de uma teologia empírica.
O prof Anthony arranjou-me um outro texto dele (A revised empirical-theological cycle and its legitimacy. The case of human rights and religion que me ajudou a perceber melhor tudo isto.
Traduzindo em português: conseguir perceber a coisa à primeira sem adormecer pelo caminho
A título de partilha: não sei se é de estar mal habituado (acesso à net no quarto, biblioteca a 100 metros) mas há práticas de estudo que me estão a surpreender. Para ler gosto mesmo de riscar, sublinhar, anotar ao lado (O que em livros que não são meus não dá muito jeito!) Outra coisa é que me está a custar a ler livros. Não sei se é por ter andado a trabalhar tanto com artigos de revistas, se vários dos livros serem compilações... ou se por não ter apanhado livros que do princípio ao fim tenham que ver com o que eu quero... ou se simplesmente estou já a ser vítima da doença dos computadores.
A sério que gostava mesmo de saber da experiência de outras pessoas.
E vou ficar por aqui. Hoje na comunidade tivemos a festa do europeus. Missa à tarde com o ritual quase todo em polaco (cantado), com leituras em português e espanhol. Salmo cantado em bielorusso. outras interevenções em italiano e eslovaco.
Havia umas folhas com tradução em italiano para as pessoas não se perderam de todo.
Depois da missa, festa grande. não sei explicar bem o que comi, mas era muito e muito bom. Eu limitei-me a partilhar um porto.
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