Mais um artigo do estilo do anterior.
LEAK Gary K.// RANDALL Brandy A. Clarification of the link between right-wing authoritarianism and religiousness: the role of religious maturity em Journal for the Scientific Study of Religion 1995.
A definição dos conceitos já é bastante cuidada. Mas mais uma vez o conceito de maturidade religiosa deixa a desejar.
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2009/03/01
Satisfação matrimonial, maturidade religiosa
Mais uma leitura que não deu em nada:
ANTHONY Michael J., The relationship between marital satisfaction and religious maturity em Religious Education (1993).
O conceito de maturidade religiosa que usa (e os respectivos instrumentos de análise) parecem-me muito básicos.
ANTHONY Michael J., The relationship between marital satisfaction and religious maturity em Religious Education (1993).
O conceito de maturidade religiosa que usa (e os respectivos instrumentos de análise) parecem-me muito básicos.
2009/02/23
Que maturidade de fé?
Um dos livros que li este fim de semana foi Catéchèse et maturité de la foi de Giguère.
O título interessava-me. A colocação inicial entusiasmou-me.
O homem chama a atenção para o facto de um conceito tão nuclear à catequese como maturidade estar tão mal definido e tão pouco operacionalizado.
E eu com os meus botões: era disto mesmo que eu andava à procura para dar um pontapé de arranque à tese!
Pois...
o autor faz um levantamento dos vários significados e conteúdos atribuídos ao conceito. mas já aí a coisa me parece um pouco superficial. Cita uma série de autores que conheço (daqui da UPS) mas parece-me pouco sistemático.
Vai optar pela maturidade de fé entendida como universal humano.
Cita a visão de Alberich (que apresentei na CATEQUISTAS de Fevereiro) e tenta apontar-lhe os limites. Segundo ele, o problema de Alberich é deixar-se limitar por uma visão religiosa católica de maturidade. Para o autor, é preciso deixar isso de lado e procurar um conceito mais alargado, mais humanista.
Bom... nesta altura do campeonato eu já estou a magicar: tudo isso é legítimo, mas a que propósito é que ele mete aqui a catequese? Se o homem procura uma teoria da maturidade universal, porque raio é que não o assume e insiste em vender o livro como coisa de catequética?
A verdade é que ele é coerente. Para quem não sabe, Giguère tem um livro dos anos 90 sobre a fé adulta que fez um certo sucesso (dentro deste nicho); ele diz que é preciso abandonar tudo isso.
é evidente que uma visºao diferenciada da realidade da fé não aparece aqui. A possibilidade de uma experiência de conversão poder lançar o sujeito em possibilidades novas também não.
Nisto tudo.. não cheguei ao fim do livro.
É evidente que se trabalhar nesta área vou ter de o comprar e ler e riscar todo. mas para já, já deu para perceber a música do artista.
Se alguém tiver por aí uma recensão ou comentário ao livro, envie sff. Pode ser que eu tenha lido mal o livro.
O título interessava-me. A colocação inicial entusiasmou-me.
O homem chama a atenção para o facto de um conceito tão nuclear à catequese como maturidade estar tão mal definido e tão pouco operacionalizado.
E eu com os meus botões: era disto mesmo que eu andava à procura para dar um pontapé de arranque à tese!
Pois...
o autor faz um levantamento dos vários significados e conteúdos atribuídos ao conceito. mas já aí a coisa me parece um pouco superficial. Cita uma série de autores que conheço (daqui da UPS) mas parece-me pouco sistemático.
Vai optar pela maturidade de fé entendida como universal humano.
Cita a visão de Alberich (que apresentei na CATEQUISTAS de Fevereiro) e tenta apontar-lhe os limites. Segundo ele, o problema de Alberich é deixar-se limitar por uma visão religiosa católica de maturidade. Para o autor, é preciso deixar isso de lado e procurar um conceito mais alargado, mais humanista.
Bom... nesta altura do campeonato eu já estou a magicar: tudo isso é legítimo, mas a que propósito é que ele mete aqui a catequese? Se o homem procura uma teoria da maturidade universal, porque raio é que não o assume e insiste em vender o livro como coisa de catequética?
A verdade é que ele é coerente. Para quem não sabe, Giguère tem um livro dos anos 90 sobre a fé adulta que fez um certo sucesso (dentro deste nicho); ele diz que é preciso abandonar tudo isso.
é evidente que uma visºao diferenciada da realidade da fé não aparece aqui. A possibilidade de uma experiência de conversão poder lançar o sujeito em possibilidades novas também não.
Nisto tudo.. não cheguei ao fim do livro.
É evidente que se trabalhar nesta área vou ter de o comprar e ler e riscar todo. mas para já, já deu para perceber a música do artista.
Se alguém tiver por aí uma recensão ou comentário ao livro, envie sff. Pode ser que eu tenha lido mal o livro.
2009/02/13
Giguère
Hoje encontrei meio por acaso um artigo de P.A. guiguère que me poderá ajudar no caso de optar pelo tema da maturidade de fé. Maturité de la foi: concept opératoire ou slogan cosmétique? Lumen Vitae (2008)
Não tanto pelo que ele diz mas por confirmar que o tema é importante e está esquecido.
Ele faz o levantamento de uma série de documentos eclesiais onde o tema da maturidade aparece. Há consenso mas ninguém mexe uma palha para o operacionalizar. E eu a pensar que isso só acontecia lá na minha terrinha!-
Para chegar a uma catquese que promove uma maturidade na fé ele pede várias coisas.
1. Centrar-se sobre a iniciativa e acção de Deus -
E não tanto na nossa acção eclesial.
2. Centrar-se no sujeito crente.
Deixar de o ver apenas como destinatário da nossa acção. Não há maturidade sem envolvimento activo do catequizando.
3. Centrar-se na aprendizagem.
Recuperando o esquema tradicional da catequese (Traditio - receptio - redictio) o autor apela à necessidade de superar uma catequese feita de transmissão. é inútil uma renovação metodológica que não supere esse modelo.
4. Um lugar para a espiritualidade.
Catequese com qualidade ajuda a crescer. Não se limita a enunciar conteúdos.
5. Aumentar o conhecimento sobre os processos de maturação.
Ele recorda os contributos de Fowler e Oser. Enretanto superados pelo andar dos anos e pelas mudanças culturais no ocidente.
Não tanto pelo que ele diz mas por confirmar que o tema é importante e está esquecido.
Ele faz o levantamento de uma série de documentos eclesiais onde o tema da maturidade aparece. Há consenso mas ninguém mexe uma palha para o operacionalizar. E eu a pensar que isso só acontecia lá na minha terrinha!-
Para chegar a uma catquese que promove uma maturidade na fé ele pede várias coisas.
1. Centrar-se sobre a iniciativa e acção de Deus -
E não tanto na nossa acção eclesial.
2. Centrar-se no sujeito crente.
Deixar de o ver apenas como destinatário da nossa acção. Não há maturidade sem envolvimento activo do catequizando.
3. Centrar-se na aprendizagem.
Recuperando o esquema tradicional da catequese (Traditio - receptio - redictio) o autor apela à necessidade de superar uma catequese feita de transmissão. é inútil uma renovação metodológica que não supere esse modelo.
4. Um lugar para a espiritualidade.
Catequese com qualidade ajuda a crescer. Não se limita a enunciar conteúdos.
5. Aumentar o conhecimento sobre os processos de maturação.
Ele recorda os contributos de Fowler e Oser. Enretanto superados pelo andar dos anos e pelas mudanças culturais no ocidente.
2009/02/10
Possibilidades (3)
Outro dos problemas que acho estimulante é a questão da maturidade cristã.
Como já se deve ter percebido, eu sou mesmo fã da categoria de iniciação cristã.
Acho que é uma perspectiva que pode ajudar muito a pastoral e também o esforço ecuménico: são cada vez mais as outras igrejas cristãs que se estão a socorrer deste modelo.
Ora bem, o objectivo da IC (= iniciação cristã) é formar um cristao adulto, maduro, autónomo. Depois de atingido esse ponto, muito crescimento em santidade haverá, mas para já interessa-me perceber o que é essa maturidade que faz de alguém um discípulos sério e comprometido de Jesus de Nazaré.
Na revista Catequistas deste mês (Fevereiro 2008, nº 46) faço uma apresentação da questão.
Ora eu acho que se tem reflectido pouco sobre isto.
Admito que há dificuldades para uma reflexão séria. Que se o for também será pública. Dizer que a maturidade é isto e aquilo exige a coragem de não pactuar com tantas formas imaturas de cristianismo. E isso em termos de gestão eclesial mete medo a muita gente. Vejam como a maioria das nossas comunidades e dos nossos pastores optou (inconscientemente?) por ignorar a nota pastoral sobre o ano paulino.
Reflectir sobre a maturidade cristã ajudaria a uma avaliação séria da catequese que fazemos. E aí juntam-se duas palavras proibidas: avaliação e maturidade.
Tenho encontrado alguns artigos, mais na área da psicologia da religião do que da pastoral strictu sensu, que me têm feito pensar.
Como já se deve ter percebido, eu sou mesmo fã da categoria de iniciação cristã.
Acho que é uma perspectiva que pode ajudar muito a pastoral e também o esforço ecuménico: são cada vez mais as outras igrejas cristãs que se estão a socorrer deste modelo.
Ora bem, o objectivo da IC (= iniciação cristã) é formar um cristao adulto, maduro, autónomo. Depois de atingido esse ponto, muito crescimento em santidade haverá, mas para já interessa-me perceber o que é essa maturidade que faz de alguém um discípulos sério e comprometido de Jesus de Nazaré.
Na revista Catequistas deste mês (Fevereiro 2008, nº 46) faço uma apresentação da questão.
Ora eu acho que se tem reflectido pouco sobre isto.
Admito que há dificuldades para uma reflexão séria. Que se o for também será pública. Dizer que a maturidade é isto e aquilo exige a coragem de não pactuar com tantas formas imaturas de cristianismo. E isso em termos de gestão eclesial mete medo a muita gente. Vejam como a maioria das nossas comunidades e dos nossos pastores optou (inconscientemente?) por ignorar a nota pastoral sobre o ano paulino.
Reflectir sobre a maturidade cristã ajudaria a uma avaliação séria da catequese que fazemos. E aí juntam-se duas palavras proibidas: avaliação e maturidade.
Tenho encontrado alguns artigos, mais na área da psicologia da religião do que da pastoral strictu sensu, que me têm feito pensar.
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