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2009/07/13

crismas (2)

Na catequese que fizemos no sábado emergiram algumas questões que se vão tornando clássicas.
crisma: entre sacramento e profissão de fé
Os jovens que levam isto da fé mais ou menos a sério acentuam de tal modo o seu próprio papel, da sua decisão, do seu compromisso, que esquecem a dinâmica própria do sacramento e de toda a vida cristã. É Deus que toma a iniciativa e que oferece os dons que nos transformam; o nosso papel (e tantas vezes nada fácil) é dizer "sim", acolher os dons da iniciativa primeira de Deus.
Dificuldades com as palavras
Impressionou-me o contraste entre a fé sentida e assumida (dos crismandos e dos que já se tinham crismado à mais tempo) e as dificuldades de linguagem. Há um deficit sério de linguagem teológica desta gente.
Ainda e sempre: entre conteúdos e pedagogia
Se há debate que já cheira de velho nisto da catequese e da pastoral juvenil é a tensão entre conteúdos e pedagogia; entre mais atenção aos conteúdos da fé ou mais atenção aos processos pedagógicos. Evidentemente eu sou crítico de uma série de processos e tradições pastorais que ignoram ou que não reflectem seriamente sobre a dimensão pedagógicia nem sobre a condição do destinatário. Mas a verdade é que às vezes há mesmo um problema de falta de conteúdos. Ao dizer isto não quero reeditar uma pastoral que volte a ser injecção de conteúdos elaborados em sede de investigação teológica e que são "traduzidos" (mal!) em linguagens mais acessíveis aos destinatários. Foi chão que já deu uvas e nem vale a pena perder tempo com abordagens destas. Mas é importante trabalhar com os conteúdos "certos". Neste caso crisma tem que ver com um compromisso, com uma adesão séria, totalizante a Jesus e ao seu projecto. Não tem que ver com jogos sociais nem com uma pseudo-sedução dos jovens.

crismas (1)

A vigararia nascente da cidade do Porto celebrou ontem os seus crismas na sé. Foram 160 jovens das várias paróquias.
5 jovens dos grupos de jovens do centro onde colaboro (2 dos "meu" grupo) estavam nesse lote. Mais que a notícia do evento de festa e de fé, há aqui matéria para pensar.
Na 6ª feira a organização juntou-se com todos os crismandos e padrinhos. Não estive mas pelo relato pareceu-me uma abordagem clássica: explicação do rito, apelo aos valores do compromisso.
Nós, no sábado ao final da tarde fizemos uma catequese envolvendo os 2 grupos de onde vêm os crismandos (e não apenas os crismandos) seguida de jantar convívio com os pais que aparecessem e uma celebração penitencial a seguir.